sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mais mudanças...



Depois de muito tempo de indecisão simplesmente me acostumei com a idéia. Vou arrancar as madeixas...
Sou esse tipo de pessoa que não se importa em cortar o cabelo. Mas dessa vez acho que vou fazer um estrago. Vai ser estranho... rs Mas já estou gostando da idéia. Tenho falado tanto de mudanças, e nada me satifaz, no fundo ainda sou aquela menina com medo da cidade grande que só sabe reclamer da política e da guerra, e que só fala sobre o amor. Não quero perder essa menina. Mas precisa nascer uma mulher em mim.
Hoje mesmo alguém me falou que ainda carrego ares de transformação.
Ainda não sei quem sou.
E descobri uma coisa interessante sobre mim, não deveria atender pacientes em épocas de TPM. Hoje a paciente sofrendo, além da dor, todos os problemas emocinais e eu quase chorando junto... E eu não sou a pessoa mais sensível do grupo...
São essas mudanças...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tenho medo de voar.

Não há limites para suas ações
Não há sonhos que não possa alcançar
Como o vento que passa por aqui agora
Não há valores, que não possa superar.

Não há nada que não possa fazer.
Não há estrela que não possa alcançar
tecnologias que não possa inventar
Mas tem um mundo pra quebrar.

Nem sempre sei do que se trata
Teus olhos iluminados, correm pelo meu corpo
Esperando respostas que não sei dar
Ansiosa por teu calor, não quero mais sonhar


Parecia que sabia tanta coisa, às vezes eu me sentia dessa forma, superior, por ter superado tanto... Não sabia que estava prestes à cair. A gente nunca sabe.
Nunca é o suficente na verdade. Nunca diga que não poderia ser pior. Sempre pode ser.
Não é que eu tenha desejado, ou algo assim, simplesmente não esperamos. Continuamos não esperando.
Não sei como será daqui pra frente. Quanta dor ainda vou ter que superar, mas sei que tudo pode acontecer. E pouco do que aprendi conta. Porque cada experiência é única.
Nada foi perdido, mas tudo é novo.
E eu posso estar errada. Não tenho mais medo.
Ou tenho. Mas agora, não me importo mais...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sinto falta de antigamente...



Eu queria uma porção de motivos para falar, mas nada parece realmente necessário.
Melancolia, é a única coisa qe sinto por enquanto. Um sorriso forçado. E uma votade drástica de desistir. Nem mesmo um único suspiro de alivio.
Sem arrependimentos, talvez... Mas também, sem muita açao ultimamente.
Sem muita coisa pra dizer, não é um bom sinal. É desespero.E eu quero gritar tantas vezes...
Só sinto falta de ser como antigamente e não me importar...
É mas fácil não se importar. Explicar é cansativo. Não ser compreendido é mais cansativo ainda.
E quando um vaso raro se quebra, nada, absolutamente nada pode restará-lo. É uma pena.

sábado, 25 de abril de 2009

Velando teu sono


Todo esse tempo fiquei esperando você acordar, tinha um sono profundo, suave, parecia confortável. Assistia enquanto você dormia tranquilamente e sentia medo por você, do mundo. Durante um breve espaço de tempo você gemeu e franziu a teste, parecia ter um pesadelo, sentia medo também. Deitei do seu lado e cantei enquanto acariciava seu cabelo. Logo você se acalmou.
Por muitos quilômetros minha voz doce e melodiosa foi ouvida. Talvez conforte mais algumas famílias, eu pensei. Você não sentia mais medo. Eu ainda temia por nós. Toda força que vinha da minha fé ficava um pouco abalada quando pensava na nossa fragilidade. Sua pele branquinha, seu peito pequeno, sua respiração longa, nada garantia fortaleza. Nada palpável.
Eu me levantei, recostada à janela, cansada demais para dormir, pensei em contar as estrelas. Aquelas imagináveis, pois não se via mais. Tinha uma vaga lembrança de como era um céu estrelado. E voltei à minha infância. Quando eu me deitava na calçada e ouvindo histórias de todo tipo esperando uma estrela-cadente para fazer um pedido.
Voltei para o presente, amarguei a inexistência de esperança. Não havia possibilidades para pedidos. Era uma fraqueza junto com a sensação de perda.
Senti sede, mas ainda faltavam algumas horas para se ter água.
Foi uma noite longa...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Um poema

Estou meio artista ultimamente. Artistas são cansativos. Confusos. Mas estou assim.Escrevendo essas coisas de artista. Agindo como artistas...
Bom, as vezes reclamo de como não sei rotular, não sei definir as coisas que escrevo. É amor, paixão, ódio? Uma mistura, talvez... Agora, nem sabia em que colocar esse último escrito, talvez um poema mesmo. E ficou assim. Sem definição absoluta.



Existem períodos de devaneios e devassidão.
Dias que estamos felizes e extasiados demais com a vida,
dias que há tristeza no mundo, e há crises de todo tipo e todas as idades.
Existem épocas melhores para plantar o trigo, existem outras
que nada é bom para semear, nem mesmo as palavras...
Existem símbolos além dos que eu posso entender e falar
existem aqueles que não foram feitos para você.
Existe mais de mim em mim.
Essa existência estranha, anônima, bizarra e sem porquê.
é o ser.
Nada se aplica aqui. Nada se responde aqui. Nem com teoremas.
O que você vê além parede?
Nada. Não se vê.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A máquina e o menino



_ O mundo perde um pouco de cor, quando as pessoas deixam de acreditar.
_ Por isso ele está todo escuro?
_ É querido, mas também é a poluição.
_ Precisamos de uma máquina para limpar o céu. - e o menino correu pelo quintal imitando uma máquina sugadora. - vruummmmm....
_ Precisamos de pilha para você. - A mãe terminava de colocar a roupa no varal enquanto sorria ao ver o filho brincar. Depois olhou para o céu acinzentado, não ia chover, nunca chovia, e também não havia nuvens, mas também não se via o céu. Caminhou até a área de serviço apertada, onde só cabia a máquina de lavar roupa e ela. E se lembrou do que tanto a aborrecia. - Eu só pedi um favor, mas parece que acabou a bondade das pessoas.

O menino voltou para junto da mãe prestando atenção em suas queixas, curioso de tantas palavras que as vezes, ele não entendia, mas ouvia atencioso. Ela continuou:
_ Ninguém acredita mais na gente!
_ Eu acredito.
Ela voltou a olhar para o céu:
_ Toda vez que uma coisa ruim acontece com alguém, essa pessoa passa a desacreditar. E tudo vai ficando embotado. Algumas pessoas se curam, mas a maioria sucumbe à descrença. As pessoas se ferem, não cortejam mais, não agradecem mais, não perdoam mais. E as boas ações são cobradas depois.
Ela parecia uma filosofa olhando para o céu e falando de seus pensamentos confusos. O menino passou a imitá-la tentando achar algo naquele mar de cinza que fosse tão interessante e inspirador:

_ Mamãe, o que está vendo?
Ela suspirou e olhou para o menino, sentindo piedade por tê-lo trazido ao mundo:
_ Estou procurando resposta para tanta desconfiança. O que há de errado no ser humano? Por que não falamos mais de respeito, sem sermos preconceituosos e quadrados? Por que alguém desiste de fazer o bem? Por que a outra escolha é melhor?
Houve então uma pausa, faltou forças para ela compreender. O menino num estalo de idéia falou:
_ Precisamos de uma máquina para limpar o homem. - E voltou a imitar uma máquina sugadora, apontava um cano invísel para todos os lados tentado sugar alguma coisa também invisível e ficou entretido na brincadeira.
A mãe pensativa o observava espantada, como era verdade aquilo...

domingo, 29 de março de 2009

Redescobrindo



Às vezes eu tenho disso, parece que sou outra pessoa. É como se eu acordasse de um sono profundo, como se eu pudesse enxergar as coisas claramente agora.
Começo a ter novos pensamentos, novas atitudes. Sinto-me mais amadurecida.
Não tenho medo de mudar, por dentro.
Já é o oposto do lado de fora.
Gosto das minhas coisas exatamente onde elas devem ficar. Bagunçadas ou não. Gosto dos móveis daquele jeito. Daquela mesma padaria de sempre. Tenho alguns problemas com o começo da mudança externa.
Se então, eu posso fundir as duas, torna tudo um pouco mais aceitável. Então eu me acostumo.
Da mesma forma que pra mim, jogar fora é torturante. Sempre tem algo que lembra alguma coisa que eu acho que é importante e acabo acumulando um monte de papel que nunca mais vou ver de novo.
Agora, estou desapegando...