domingo, 11 de janeiro de 2009

Inspiração...



Tenho falado muito como é difícil às vezes ter sobre o que falar. Escrever é isso... Pra mim, às vezes flui... Outras vezes, porém parece uma estiagem infindável, torturante, agonizante... Você espreme tudo para ver se sai uma gota qualquer de coerência, mas sem inspiração, nada se junta...

A verdade é que não é falta de assunto. Porque no fim das contas, assunto não falta. Ele está lá em algum lugar, mas essa energia misteriosa para alcançá-lo, a sacada, é o que falta.

Eu fico perdida...

E não é falta de vontade...

Parece que falta energia, sabe quando você quer correr o mais rápido possível, mas não tem mais pique? Quando você quer comer, mas não cabe na sua barriga? É uma tensão sem fim.

E de repente ela vem... A inspiração surge tão misteriosa como se foi... E tudo volta a ser colorido de novo. Meu coração bate mais rápido quando estou inspirada... Quase esqueço de respirar... Na verdade, eu fico apaixonada pela inspiração. É sempre amor... Mesmo quando é ódio o que escrevo...

Escrever, pra mim, não é só desabafo. É amar. Não é só passa-tempo. É alimento. Nunca me dei conta de como preciso sonhar...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Um pouco de insanidade...



Hoje falarei da minha insanidade. De algumas coisas que me atormentam... Além de todas essas maluquices que acontecem pelo mundo...
Tenho medo de morrer, como qualquer mortal. Eu também não sei o que me aguarda do outro lado, se é que existe outro lado, no entanto não tenho medo de pensar a respeito. Porque eu sou um ser pensante. E se Deus me fez assim, me fez para pensar...
“Ter medo faz bem.” ... ? ... !
Nos faz fugir do perigo. Quem foge do perigo sobrevive. Logo, o medo seleciona os genes. Sendo assim, de acordo com a evolução nós sobreviventes somos um bando de covardes...
Ok, ok... Nada tão generalizado... São apenas mais das minhas alucinações...
Viemos pra cá sem saber, estamos aqui sem saber... E continuamos nos machucando, sem saber...
Sabemos o que é ruim e o que é bom, mas continuamos machucando...
Só quero viver cem anos de amor e paz...
Ah, minha pobre insanidade...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Uma inspiração do amor



Hoje eu procurei por algumas inspirações, pois queria que esse texto fosse especial, então fiquei horas olhando para o nada, esperando... Olhei para as pessoas, olhei para a natureza, vi a chuva, os pássaros e depois olhei para mim... E fiquei esperando. Nada aconteceu, porque não é assim que ela vem. E sempre é diferente. Não custa tentar...

Dessa vez eu estava procurando algo mais interessante, para o começo. E nada me ocorria.

Procurei por notícias. Tentei achar esperanças nesse mar de guerras. Ainda não consigo entender porque fazer guerra em pleno século XXI. Não entendo porque fazemos guerras quando podemos compreender todas as línguas, deciframos hieróglifos, descortinamos culturas antigas e nosso próprio DNA, mas fazemos guerras como seres primitivos defendendo pedaços de terra, sem entender que nós vivemos todos num lugar só. E nada aqui pertence a ninguém. É tudo no máximo emprestado. Emprestado para uma jornada curta, e o que fazemos é usar tudo para destruir. Destruindo o que não é nosso, afinal.

No entanto, eu só queria falar de esperança.

Então voltei a olhar para as pessoas. E me lembrei daquele sentimento único, que faz tudo acontecer, que move montanhas, que faz poesias, que traduz emoções, que causa lágrimas e sorrisos. Você pode me chamar de careta, mas no final o que realmente importa é o amor.

No meio de tanta violência, há o amor. Há uma mãe que chora por seu filho que talvez não vai voltar. Há um homem que procura sua mulher nos escombros.

O amor não enche barriga. Mas ele ajuda a suportar a fome. Porque a cumplicidade pode não durar, mas a mãe que olha pelo filho e o esposo que cuida da família tenta manter a racionalidade o máximo possível, pelo amor.

Quando há amor, há facilidades. Quando amamos o que fazemos, nosso trabalho é mais fácil. Todo mundo queria fazer o que gosta. Mas não faz, por quê? Se você não pode mudar, ou não quer, então, ame o que você faz mesmo assim, talvez seja exatamente o que você tem dom para fazer.

O mundo está amargo demais para amar?
Não acho. Essa é a nossa chance. Nossa chance de melhorar. De acreditar. De terminar com as guerras. De acabar com a fome. De descobrir as curas. De perdoar. De amar o próximo.

Segundo Henry Ford: “O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.” E eu acrescento e com mais amor.

Próspero Ano Novo!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

EXCELÊNCIA



[Do lat. excellentia.]
S. f.
1. Qualidade de excelente; primazia.
2. Tratamento das pessoas de alta hierarquia social, dado também a senhoras. [Abrev., nesta acepç.: Ex.ª.]
3. Bras. Cantiga de velório em uníssono, sem acompanhamento instrumental: & [Var. (bras., N.E., pop.), nesta acepç.: incelência. ]

- Por excelência.
1. No grau mais alto; com primazia; acima de tudo.

Nesses últimos dias, estive pensando sobre a importância de se ter excelência. Como as pessoas não se preocupam muitas vezes com os pequenos detalhes. Porque os pequenos detalhes fazem, sim, toda a difenrença. Ontem vi uma reportagem sobre um homem que monta uns bonequinhos muito fofos para o natal, são coisas muito lindas, na reportagem ele comentou que o mais importante eram os detalhes, porque eram com eles que as pessoas se encantavam, com os sapatinhos minúsculos e bem feitos...

Enfim, a perfeição necessária parte dos detalhes, o detalhe que falta para fazer a diferença. Isso é o que diferencia os profissionais, dos melhores, dos mais importantes, os detalhes que cada um constrói ao longo do caminho.
Há também um lado ruim. O excesso. A busca desenfreada pela perfeição.
Pelo detalhe da beleza, a China nas olímpiadas usou uma cantora mirim "bonita" Lin Miaoke, (primeira foto) para dublar a talentosa cantora mirim Yang Peiyi(segunda foto), por ser feia.
A China foi criticada, corretamente, por todo o mundo, mas há uma hipocrisia aí. Ninguém vê que em cada lugar isso se repete em nome da beleza? Mas a questão não é essa.

A questão é que agora a China decidiu proibir todo o tipo de dublagem , alegando justamente a necessidade de excelência.

"Primeiramente, tenha o 'cantar-de-verdade' como sua prática padrão e escolha apenas os artistas que podem realmente cantar. Ponha, firmemente, um ponto final à dublagem”, afirmou o oficial da SARFT Zhao Huayong num comunicado publicado no site do departamento.
Agora, eles entendem a dublagem como um ato de enganação, portanto, um crime.
Proibir, é sempre um ato desesperado e nesse caso parece muito abstrato. Mas o que não se proibe na China?

É necessário estar atento para os pequenos detalhes, é importante ter em mente uma boa meta, mas é bom saber quando parar e mais importante ainda quando tudo é real.

Daquele horrível incidente saíram duas crianças feridas, com seus defeitos reforçados mundialmente, uma bonita e sem talento e outra talentosa porém feia. Nenhuma superou a outra. Pois uma não apareceu, mas a outra não cantou.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A voz da consciênscia




Hoje, sem querer querendo, fiz uma análise de mim. E percebi que não mudei muito meu comportamento nos últimos dois anos. Eu realmente amadureci. Mas ainda tenho vícios e manias desnecessários... Coisas que preciso mudar. Que me incomodam. Porque se existe alguma coisa em nós que não nos faz feliz, acho que devemos nos esforçar para melhorar, para viver melhor. Ainda mais hábitos. Tive que rir de mim. Porque de repente eu estava me cobrando para ser mais segura, e não percebi que haviam mudanças mais urgentes e mais simples, por exemplo, eu preciso ser mais calma, mais concentrada primeiro. Pode parecer bobagem, mas existem detalhes que fazem a diferença. Não é fácil mudar, porém é necessário começar.
Como dizem, é importante se olhar no espelho todos os dias e perguntar: "Eu gosto de você?"
Se a resposta for negativa, algo não está bem, então é necessário mudar alguma coisa. E é preciso cuidado com a voz da consciênscia...

sábado, 29 de novembro de 2008

Eu não falo mais de você



Um coração quebrado, não é nada além de nada... Um dia eu parti e deixei uma pessoa, não que eu não soubesse o quanto isso dói, porque eu sofri também e muito, porque ele também não lutou pra ficar comigo, apenas me assistiu partir...
Hoje, o que vejo são pessoas indo...
Estou cansada, exausta, preciso de de amparo, e nada me ocorre e nada pra mim é suficiente... Mas não quero o amor de ninguém. Quero aquele, sobre medida pra mim... Quero voltar a sonhar junto, quero mudar um pouco esse jeito tão crítico de ser...
Pensamentos confusos para um sábado chuvoso...

"Please don´t walk away"...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Um parecer sobre o desastre


Em momentos como esse, a gente realmente quer acreditar que tudo vai ficar bem. Apesar de dúvidas e reflexões estranhas sobre o futuro, de alguma forma, uma solução TEM que surgir.
Falta água para beber, falta comida, falta dinheiro, falta meios de ter dinheiro, falta luz, não importa o mundo estar globalizado e avançado e tecnologias. Falta.
"Tem pessoas da família que não sabemos se estão vivas", relata morador.
Conforme a poeira vai baixando, o momento de dúvida volta e novas perguntas se formam. Onde está todo mundo?
Lula, está sobrevoando tudo. Lá de cima, perto do céu, vê toda a crise, quem sabe o que se pode fazer...?!
Em um dia você dorme, sabendo onde todos estão, onde tudo está, no outro, não sabe mais quem é você. Um simples desabrigado, ilhado, afogado, não-identificado ou não encontrado, depois vira um número, aproximado, talvez não contado... E por que não aconteceria com você?

Foto: Imagens de Balneário Camboriú (SC) feitas pelo leitor da Folha online, Everton Barneche Cardoso